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domingo, 5 de setembro de 2010

O mundo dos Transsexuais.

TRANSSEXUALIDADE: O PORQUÊ DA DIFERENÇA


A transsexualidade entrou na literatura médica em 1853 quando Frankel descreveu o caso de S. Blank, cujo corpo examinou postmortem. Blank tinha-se suicidado afo­gando-se, quando estava quase a ser preso pela polícia. Desde pequeno que aprovei­tava qualquer oportunidade para dis­farçar-se de mulher. Acusado pela lei, foi preso inúmeras vezes pelo seu reiterado travestismo e a sua excessiva afeição à sedução de rapazes jovens, aos quais con­tagiava as suas doenças venéreas.

O critério de diagnóstico de um caso de transsexualidade seria a observação de uma preocupação persistente sobre como desfa­zer-se das próprias características sexuais e como adquirir as do outro sexo. Considera­ -se que um de cada 37 mil homens e uma de cada 108 mil mulheres é a média geral da população transsexual.

Se as condutas homossexuais são relati­vamente fáceis de compreender, em parte porque também se dão no mundo animal, é mais difícil saber porque existem os transsexuais. Qual é a causa desta con­clusão rápida, permanente, irredutível, de que o seu corpo não corresponde à sua mente, «genericamente» distinta? Há uma causa microbiológica distinta que se perde na noite dos tempos do desenvolvimento intra-uterino por um erro na androgenia ou não androgenia hipotálama? Ou trata-se de um transtorno de personalidade? Seria por acaso uma aprendizagem errónea da «consciência do sexo»? E provável que - com diferentes graus - cada um destes fac­tores etiológicos esteja na origem da trans­sexualidade, ainda que a hipótese biológica seja a que é mais aceite.

As explicações simples não servem para uma síndroma tão estranha à natureza como a transsexualidade. Podem existir diversas causas que afectem os diversos componentes do sexo: rol genérico, identidade do género, orientação erótica ou padrões estabelecidos.

O Tratamento da transsexualidade

A transsexualidade leva associados fre­quentes transtornos da área neurótica, muitos destes reactivos ou adaptativos à sua situação. A depressão é uma complicação fre­quente entre os transsexuais. Geralmente trata-se de pacientes muito necessitados e manipuladores, com um grande desgosto psicológico devido à contradição que sen­tem na sua mente e na sua anatomia sexual, prisioneiros num corpo não dese­jado. Por isso, impõe-se em muitos casos um tratamento psicoterapêutico e/ou psi­cofarmacológico. Noutros pode-se tentar uma terapia hormonal e inclusive cirúr­gica. O tratamento de hormonas e a inter­venção cirúrgica são as duas possibilida­des de tratamento mais claras perante uma condição que em muitas ocasiões não aceita outra solução que a procura do equi­líbrio mente-corpo.



Antes de se pensar na cirurgia é impor­tante

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