De acordo com o psicanalista e psiquiatra Cláudio Duque, situações como a de Edmilson e Jurandir, ainda que estejam ficando cada vez mais comuns, são uma novidade em termos de organização social, não existindo fundamentação teórica alguma para que se possa estudá-las, uma vez que a psicologia e a psicanálise se organizaram a partir do núcleo familiar convencional, constituído por um homem, uma mulher e os filhos.
Por isso, não se pode afirmar com certeza que fugir a esse padrão é bom ou ruim, condenável ou não, uma tragédia ou algo sem grandes conseqüências. "Eu creio, particularmente, que a família, tal como a conhecemos, como tudo no mundo, está fadada a mudar, mas ninguém sabe como estarão as relações daqui a 10 ou 20 anos", explica Duque.
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